Histeroscopia diagnóstica

Ver a cavidade uterinacom precisão.

A histeroscopia diagnóstica é um exame que permite visualizar diretamente o interior do útero por meio de uma ótica fina, sem cortes. É um dos métodos mais precisos para investigar sangramentos anormais, pólipos, miomas submucosos, aderências e alterações do endométrio — e, quando necessário, colher biópsia dirigida no mesmo momento.

Agendar avaliaçãoClínica da Mulher — Natal/RN

O que é

Um exame de visão direta.

Diferente do ultrassom, que produz uma imagem indireta, a histeroscopia mostra a cavidade uterina em tempo real e ampliada. A ótica é introduzida pelo canal do colo do útero, sem incisões, e a cavidade é distendida com soro fisiológico para que as paredes possam ser inspecionadas.

Essa visualização direta permite confirmar ou afastar diagnósticos suspeitos em exames de imagem, definir com exatidão o tamanho e a posição de uma lesão e planejar o tratamento — evitando intervenções desnecessárias.

Quando há alteração que precise de tratamento, ela pode ser resolvida em um segundo tempo, por histeroscopia cirúrgica, com planejamento feito a partir do que foi visto.

Indicações

Quando a histeroscopia é indicada.

01

Sangramento uterino anormal

Fluxos intensos, prolongados, entre ciclos ou após a menopausa: a visualização direta ajuda a identificar a origem do sangramento quando o ultrassom não é conclusivo.

02

Pólipos endometriais e miomas submucosos

Lesões dentro da cavidade uterina podem ser confirmadas, medidas e localizadas com precisão, orientando a decisão sobre a necessidade de remoção.

03

Investigação de infertilidade e abortamentos de repetição

Avalia o formato da cavidade, sinéquias (aderências), septos e alterações do endométrio que podem interferir na implantação embrionária.

04

Avaliação antes de tratamentos

Frequentemente indicada antes de fertilização in vitro, cirurgias uterinas ou na investigação de espessamento endometrial identificado em exames de imagem.

05

Suspeita de alterações do endométrio

Permite biópsia dirigida da área suspeita, aumentando a precisão diagnóstica em comparação com a coleta às cegas.

06

Controle de DIU e corpos estranhos

Localiza dispositivos deslocados ou com fios não visíveis, orientando a conduta com segurança.

Passo a passo

Como o exame é feito.

Cada etapa é explicada antes, durante e depois. Saber o que vai acontecer reduz a ansiedade e o desconforto.

  1. Etapa 01

    Avaliação prévia

    Consulta com revisão do histórico, exames de imagem e sintomas. O melhor momento do ciclo para o exame é definido individualmente — geralmente logo após a menstruação.

  2. Etapa 02

    Preparo

    Orientações simples e personalizadas: uso de medicações, jejum quando necessário e ausência de relação sexual nos dias anteriores, conforme o caso.

  3. Etapa 03

    O exame

    Uma ótica muito fina é introduzida pelo colo do útero, sem cortes. A cavidade é distendida com soro fisiológico e inspecionada em tempo real, com imagem ampliada.

  4. Etapa 04

    Biópsia, se necessário

    Quando há alteração, pode ser feita biópsia dirigida no mesmo procedimento, com material enviado para análise.

  5. Etapa 05

    Recuperação e resultado

    O retorno às atividades costuma ser rápido, com possibilidade de cólicas leves e pequeno sangramento. O resultado é discutido em consulta, com plano de conduta individualizado.

Segurança

Riscos são raros — e cuidados existem.

O que pode acontecer

Cólicas leves, pequeno sangramento e sensação de desconforto nas primeiras horas são as ocorrências mais comuns. Complicações como infecção ou perfuração uterina são incomuns e reduzidas com técnica adequada e indicação criteriosa.

Quando procurar ajuda

Sangramento intenso, febre, dor forte que não melhora com analgésico habitual ou corrimento com odor devem ser comunicados imediatamente. Todas as pacientes recebem orientação de contato após o exame.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

A histeroscopia diagnóstica dói?

A maioria das pacientes relata desconforto semelhante a uma cólica menstrual, de curta duração. O uso de óticas finas e da técnica sem espéculo (vaginoscopia) torna o exame mais tolerável. Quando indicado, é possível realizá-lo com sedação.

Quanto tempo dura o exame?

Em geral, entre 5 e 15 minutos, considerando apenas o tempo do procedimento. A consulta completa, com orientações antes e depois, é mais longa.

Qual a diferença entre histeroscopia diagnóstica e cirúrgica?

A diagnóstica tem como objetivo visualizar a cavidade uterina e, se necessário, colher biópsia. A cirúrgica é indicada para tratar alterações já identificadas, como retirada de pólipos, miomas submucosos, septos ou aderências.

Preciso de anestesia?

Muitas vezes o exame é realizado em consultório, sem anestesia geral. A escolha depende da indicação, da tolerância individual e da possibilidade de intervenção no mesmo tempo cirúrgico.

Quando posso voltar às atividades?

No exame diagnóstico ambulatorial, geralmente no mesmo dia. Orientações específicas sobre relação sexual, atividade física e medicações são dadas ao final.

É possível fazer histeroscopia após a menopausa?

Sim. O exame é especialmente útil na investigação de sangramento pós-menopausa e de espessamento endometrial detectado no ultrassom.

Investigar com critério.Tratar com propósito.

A avaliação começa com uma consulta: histórico, exames e sintomas definem se a histeroscopia é o próximo passo. Atendimento na Clínica da Mulher — Rua São José, 2186, Lagoa Nova, Natal/RN.

Conteúdo informativo, sem finalidade de substituir a consulta médica. Dra. Thamara Oliveira — CRM RN 7511 · RQE 3350.